em Acontece na Fametro

A cultura e a história de Manaus muitas vezes se misturam com o crescimento as mudanças da cidade. E em meio a esse complexo, algo chama a atenção: A lealdade dos Manauaras à memória cultural do Amazonas.

E uma das formas de perpetuar esse legado, é questionar o abandono de prédios antigos e memoráveis, principalmente no Centro Histórico de Manaus. Entretanto, no fim de 2019 os manauaras tiveram uma surpreendente notícia.

O GRUPO IME (Instituto Metropolitano de Ensino), responsável pelo Centro Universitário FAMETRO, comprou o prédio de um dos maiores ícones do século passado: a SANTA CASA DE MISERICÓRDIA.

A Santa Casa foi, durante muitos anos, a referência no atendimento médico para os mais necessitados, virando então um símbolo de serviço público histórico e importante para a progressão de Manaus. necessitados, virando então um símbolo de serviço público histórico e importante para a progressão de Manaus.

Coletiva de imprensa na Fametro

O prédio, que já está passando pelas reformas de reestruturação, será um Hospital Universitário, onde alunos de enfermagem, medicina, psicologia, nutrição, odontologia, serviço social, fisioterapia, fonoaudiologia, educação física e biomedicina da FAMETRO poderão exercer suas atividades ao longo da academia, e prestar serviços médicos para a população.

Santa Casa de Misericórdia antes e hoje

Paralelo ao trabalho da obra está o do resgate da memória da SANTA CASA. O núcleo de Comunicação e Marketing da FAMETRO estão procurando pessoas que tiveram suas vidas
entrelaçadas com a SANTA CASA para colher informações, registros e depoimentos que narram a história não só do Centro Médico, mas também da história da cidade.

“Nosso principal objetivo é perpetuar a história da Santa Casa, lembrando de sua criação, sua importância e da sua herança e contar isso para todos os amazonenses por meio das pessoas que viveram aquela época. Uma nova história vai começar ali, mas não vamos nunca deixar de lembrar tudo o que a Santa Casa foi para Manaus”, disse o Presidente do Grupo IME Dr. Wellington Lins de Albuquerque.”

A Ellen Oliveira Nobre nasceu na Santa Casa de Misericórdia, no dia 18/07/1976 e relatou.

“A compra que a FAMETRO fez foi um ganho incrível para sociedade amazonense, além do resgate do nosso patrimônio histórico abandonado desde 2004, será um resgate afetivo, das historias de cada manauara e tenho certeza para os acadêmicos da área de saúde foi um grande presente. A FAMETRO resgatou um belíssimo novo capitulo para história amazonense, estou muito feliz e torcendo para inauguração ser logo”.

A equipe da Fametro está procurando outras pessoas, que assim como Ellen, tem alguma história para contar sobre a Santa Casa.

Nos últimos anos o resgate cultural do Amazonas de antigamente tem sido forte. Todos têm alguma coisa para dizer, para lembrar, para recordar ou até questionar. Pedimos que nos procurem para contar suas histórias sobre a Santa Casa. Falem com seus avós, seus tios, parentes e conhecidos que possam nos ajudar a preservar ainda mais a memória de nossa cidade.

Vivenciou alguma história marcante na Santa Casa? Compartilhe conosco.

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Mostrando 6 comentários
  • DÂNIA MAQUINÉ
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    Muito legal !!!

    Minha mãe Maria José trabalhou por muito tempo na Santa Casa, ela era Técnica de Enfermagem,nosa u amor tão grande e uma dedicação enorme.
    Eu ainda jovem presenciava minha mãe arrumando sua bolsa sua vestimenta, toda branca para ir traalhar. Ela amava o que fazia neste lugar.
    Como ela diz: ” os plantões e mais plantões”

    Hoje minha mãe é aposentada, e sempre relembra os momentos bons e dificies na Santa Casa. A responsabilidade que tinha, como tudo ta moderno, como tudo mudou.

    Uma lembrança eterna.

    • Maik Antonio
      Responder

      Olha, que legal a história de sua mãe. Gostaríamos de contar essa história e como foi trabalhar lá durante anos. Poderia deixar seu contato para entender mais sobre a história dela na Santa Casa?

  • MICHEL FRANK FERREIRA DE ARAÚJO
    Responder

    EM 1999, EU TINHA 17 ANOS E FUI INTERNADO 5 DIAS NA SANTA CASA PARA UM CIRURGIA. FUI MUITO BEM TRATADO PELAS ENFERMEIRAS…DA JANELA EU VIA A RUA 10 DE JULHO RS. PARECIA UMA ETERNIDADE ESTAR LÁ. ME LEMBRO, A ENFERMARIA ERA ENORME, RECEBI VISITA DE RELIGIOSOS. TINHA UM SALÃO ONDE OS PACIENTES FICAVAM SENTADOS OLHANDO A NOITE A LUA, ERA LINDO. NUNCA ESQUECI. HOJE COM 38 ANOS, FICO FELIZ DE SABER QUE CONTINUARÁ SENDO UM LOCAL ONDE SE CUIDARÁ DA SAÚDE DAS PESSOAS .

    • Gustavo Sanpi
      Responder

      Olha que história legal, Michel. Gostaria que contasse mais sobre como a Santa Casa já fez parte de sua vida. Pode deixar seu contato para falar sobre? Estamos ansiosos por sua história

  • Franklen Brito
    Responder

    Muito legal, nasci na Santa Casa em 1989, parabéns pela iniciativa.

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